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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Corrente de comércio totalizou US$ 8,179 bilhões na segunda semana de janeiro

Brasília (16 de janeiro) – A corrente de comércio (soma das exportações e importações) totalizou US$ 8,179 bilhões, com média diária de US$ 1,635 bilhão, na segunda semana de janeiro (9 a 15), com cinco dias úteis. No período, houve déficit de US$ 589 milhões, representando a diferença entre as exportações (US$ 3,795 bilhões, média por dia útil de US$ 759 milhões) e as importações (US$ 4,384 bilhões, resultado diário de 876,8 milhões).
Na comparação com a média da primeira semana do mês (US$ 707,8 milhões), houve aumento de 7,2% para as exportações. Houve acréscimo nos embarques de produtos semimanufaturados (27,8%), com destaque para semimanufaturados de ferro ou aço, ferro-ligas, óleo de soja em bruto, alumínio em bruto, e couros e peles. Nos manufaturados (6,6%), o aumento se deu, principalmente, por conta de energia elétrica, máquinas e aparelhos de terraplanagem, polímeros plásticos, autopeças, açúcar refinado, veículos de carga e tratores. Nos básicos (4,7%), os produtos com maior crescimento nas vendas foram petróleo, café, farelo de soja, carne bovina, milho em grãos, fumo em folhas e algodão.
Já para as importações, a média diária teve alta de 20,3%, explicada, principalmente, pela expansão nos gastos com combustíveis e lubrificantes, equipamentos mecânicos, equipamentos elétricos e eletrônicos, químicos orgânicos e inorgânicos e instrumentos de ótica e precisão.
Mês
Nos dez dias úteis de janeiro, as exportações somaram US$ 7,334 bilhões, com média diária de US$ 733,4 milhões. Por esse comparativo, a média das vendas externas foi 1,2% superior a de janeiro de 2011 (US$ 724,5 milhões).
Neste comparativo, cresceram as vendas de manufaturados (4,7%) por conta de energia elétrica, polímeros plásticos, autopeças, açúcar refinado, veículos de carga, tratores, tubos de plásticos e tubos de ferro ou aço. Houve queda nas vendas de semimanufaturados (-6%) com redução nos embarques de semimanufaturados de ferro ou aço, celulose, açúcar em bruto e couros e peles. Nos produtos básicos (-2,7%), as principais retrações foram para minério de ferro, carne de frango, soja em grão e milho em grãos.
Em relação a dezembro de 2011, a média diária das exportações caiu 27,1%, devido à diminuição nas vendas das três categorias de produtos: básicos (-34,9%), semimanufaturados (-13,8%) e manufaturados (-22,2%).
As importações em janeiro alcançam o valor de US$ 8,028 bilhões e registram média diária de US$ 802,8 milhões. Houve aumento de 13,8% na comparação com o resultado diário de janeiro do ano passado (US$ 705,5 milhões). Combustíveis e lubrificantes (37,3%), produtos diversos das indústrias químicas (34,7%), aeronaves e peças (+32,5%), adubos e fertilizantes (+29,9%), equipamentos elétricos e eletrônicos (21,7%), veículos automóveis e partes (19,3%) e produtos farmacêuticos (11,6%) foram os produtos com maior aumento de gastos neste comparativo.
Na comparação com a média de dezembro de 2011 (US$ 832,4milhões), houve retração de 3,6% nas importações, devido, principalmente, a produtos farmacêuticos (-26,3%), veículos automóveis e partes (-17,4%), adubos e fertilizantes (-17,2%), produtos diversos das indústrias químicas (-13,5%), instrumentos de ótica e precisão (-10,7%) e combustíveis e lubrificantes (-7,1%).
O saldo comercial no primeiro mês de 2012 está deficitário em US$ 694 milhões. Em janeiro do ano passado, a balança comercial teve superávit de US$ 398 milhões e, em dezembro, saldo positivo de US$ 3,816 bilhões.
A corrente de comércio do mês alcançou US$ 15,362 bilhões (média diária de US$ 1,536 bilhão). Pela média, houve aumento de 7,4% no comparativo com janeiro passado (US$ 1,430 bilhão) e queda de 16,4% na relação com dezembro último (US$ 1,838 bilhão).

Exportação de Santa Catarina tem valor recorde e chega US$ 9 bilhões

As importações também registraram dado histórico, totalizando US$ 14,8 bi, mostram dados divulgados no dia 09 de janeiro (segunda-feira), pela FIESC.
Florianópolis - Os dados do comércio internacional catarinense mostram que 2011 foi um ano de valores recordes, com alta de 19,4% nas exportações, que chegaram a 9,05 bilhões, superando o desempenho de 2008, quando foram embarcados US$ 8,3 bilhões pelas empresas de Santa Catarina. As importações também registraram valor histórico, com 24% de elevação frente a 2010, totalizando US$ 14,8 bilhões. Com isso, o saldo da balança comercial do Estado ficou negativo em US$ 5,8 bilhões, mostram os dados divulgados nesta segunda-feira (9) pela Federação das Indústrias (FIESC).
Embora inferior à média nacional (26,8%), o índice de elevação das exportações catarinenses é bom, considerando o cenário em que trabalhou o setor industrial catarinense, avalia presidente da FIESC, Glauco José Côrte. Ele lembra que a demanda internacional se concentrou em itens não produzidos por Santa Catarina, como minério de ferro, aço ou automóveis, itens que puxaram as vendas externas brasileiras. "Em um cenário de câmbio desfavorável, crise internacional e custos estruturais de produção incompatíveis com os dos nossos concorrentes externos, é importante reconhecer o grande esforço realizado pelas empresas exportadoras catarinenses, que permitiu chegar a US$ 9 bilhões em vendas", afirma Côrte.
Ele lembra que as importações, embora crescendo mais do que os embarques, registraram índice de crescimento muito inferior ao do ano anterior, quando as compras contabilizadas para Santa Catarina no mercado externo saltaram 64%. "Um aspecto importante nas importações é que entre os dez principais itens pauta prevalecem os insumos para a indústria e não os produtos acabados. Além disso, seria necessário expurgar da conta o grande volume de importações destinadas a outros estados, mas realizadas por Santa Catarina e em função do eficiente sistema portuário do Estado e dos incentivos fiscais", diz.
Entre os produtos que puxaram o desempenho estadual nas exportações em 2011 estão os frangos, com US$ 2,2 bilhões e alta de 28%, motores elétricos, com US$ 591 milhões e alta de 31%, além dos suínos, com US$ 478 milhões e elevação de 52%. Os Estados Unidos lideraram as compras de produtos catarinenses no exterior, seguidos pelo Japão e pela Argentina.
O cenário para os exportadores em 2012 seguirá sendo de dificuldades, prevê Côrte, em função da crise na Europa e do baixo crescimento dos Estados Unidos. "Mas por outro lado, estamos preparados para seguir exportando. Temos produtos competitivos no mercado internacional, caso dos alimentos e manufaturados como compressores, que tem boa aceitação no mercado internacional.[www.fiescnet.com.br].

 http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=187357