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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Mercado de Importação Aquecido


Mercado de Importação Aquecido

 As importações de janeiro a junho de 2012 foram recorde para o período ao totalizarem US$ 110,142 bilhões, segundo informou nesta segunda-feira o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). As compras brasileiras no exterior de combustíveis e lubrificantes subiram 13,7% enquanto que as importações de bens de consumo aumentaram 4,2% em relação a igual período de 2011. As importações de bens de capital cresceram 4,8% enquanto que as compras internacionais de matérias primas e intermediários caíram 0,4% no período.

Do lado das exportações, que tiveram queda de 1,7% no acumulado de janeiro a junho deste ano ante igual período de 2011, houve retração nas três categorias de produtos. Os manufaturados tiveram uma retração nos embarques de 1% puxada por plataforma de perfuração e exploração, laminados planos, calçados, açúcar refinado, motores para veículos e partes, autopeças e automóveis de passageiros. Na categoria de básicos, a queda nas exportações foi de 1,4% e principalmente pela redução dos embarques de milho em grão, café em grão, minério de ferro, minério de cobre, carne de frango, farelo de soja e carne bovina. As exportações de semimanufaturados tiveram uma retração de 6,5% no primeiro semestre, sendo as maiores reduções em ferro fundido, açúcar em bruto, celulose, couros e peles e alumínio em bruto.

Mercados - No período de janeiro a junho deste ano, as exportações para a Ásia cresceram 5% e para os Estados Unidos, 16,5%. Por outro lado, as vendas externas tiveram queda de 7% para a União Europeia e de 14,7% para o Mercosul, principalmente por conta das vendas para a Argentina, que caíram 16% nos primeiros seis meses do ano em relação a igual período de 2011.

Do lado das importações, as compras brasileiras da Ásia aumentaram 4,2% (sendo 8,1% das compras realizadas da China); da União Europeia, 9,1%; dos Estados Unidos, 0,8% Por outro lado, as importações do Mercosul caíram 6% no primeiro semestre, sendo que a queda foi maior com a Argentina, de 8,6%.

Fonte: Diario do Grande ABC

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Argentina impõe restrições a produtos brasileiros

Pode ser sapato, pode ser carro ou roupa. A partir do mês que vem, eles querem regular a quantidade e o tipo de artigo a ser importado do Brasil.


Fevereiro vai começar com restrições aos produtos brasileiros na Argentina. Sobrou para todos os setores. Os empresários brasileiros estão preocupados com essas restrições. Quem acompanha as relações, nem sempre amigáveis, entre Brasil e Argentina diz que a presidente Cristina Kirchner está tentando dar fôlego para uma indústria cambaleante. Trata-se de uma queda-de-braço com um de nossos maiores parceiros comerciais.


Está decidido: a partir do mês que vem, cada importador argentino terá de entregar uma lista prévia ao governo do país dizendo o que quer comprar. O poder público vai autorizar ou não e ainda definir a quantidade de produtos. Calçados, roupas, automóveis ou autopeças – tudo pode ser atingido.


“Já estou pedindo uma audiência com a presidente Cristina Kirchner, que está neste momento de licença por questão de saúde. Mas isso claramente é uma forma de o governo argentino controlar as importações argentinas do Brasil e de outros países também”, afirma Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).


Esta semana, o alvo foram as petroleiras, entre elas a Petrobras. Ao todo, o governo argentino denunciou cinco empresas por suspeita de formação de cartel nas vendas no atacado de óleo diesel.


“É uma medida protecionista. Uma medida que a gente chama de não-tarifária e que todos os países usam. É defesa de concorrência dizer: ‘Olha, eles estão montando um cartel, e isso é ruim para o país’. Se eles conseguirem mostrar que o preço ficou maior do que era antes, eles podem tomar medidas retaliatórias”, observa Simão Davi Silber, professor de economia internacional da Universidade de São Paulo.


Desde o ano passado, a Argentina impõe barreiras para a entrada dos produtos brasileiros. Antes as mercadorias brasileiras eram levadas para o país vizinho sem burocracia. Havia uma licença de importação automática, que foi suspensa. Agora os produtos precisam esperar por uma autorização do governo argentino.


A espera por uma licença de importação deve ser de até dois meses, segundo a Organização Mundial do Comércio (OMC). Mas há casos em que os empresários brasileiros estão tendo de aguardar até seis meses para conseguir liberar a venda de um produto na Argentina. É a situação que está vivendo o setor de calçados. Até a metade do mês passado, três milhões de pares de sapatos permaneciam em armazéns argentinos, porque a licença não saiu.


Mesmo impondo restrições, a Argentina continua sendo o terceiro principal destino das exportações brasileiras. “Piorou a situação da Argentina, a produção industrial da Argentina não está crescendo adequadamente. Está tendo uma entrada de produto não só brasileiro, como chinês. Então, eles estão tentando preservar e estimular a indústria argentina. Para isso, como nós somos grandes exportadores para a Argentina, nós somos a vítima preferida”, acrescenta o professor da USP, Simão Davi Silber.


Em nota, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior informou que tomou conhecimento da medida com preocupação e estabeleceu contato com o governo argentino para melhor avaliar os possíveis impactos para os exportadores brasileiros.
http://www.jornalfloripa.com.br/mundo/index1.php?pg=verjornalfloripa&id=14127